segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Como passar em concursos - Dicas de um especialista

Aos 14 anos de idade, Willian Douglas começou a escrever as primeiras linhas do livro “Como passar em Provas e Concursos” que, meses depois, iria se tornar sucesso. Nessa época, Willian já prestava concurso público na área de direito passando sempre em excelentes colocações. A obra que ensina “o caminho das pedras”, como ele mesmo fala, foi a primeira entre os demais livros de sua autoria. Em seu currículo constam cargos como: advogado, Delegado de Polícia, Defensor Público, Professor de Direito Processual, Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil… Hoje em dia, Willian é Juiz Federal, dedica-se como palestrante em várias partes do País, assim como a sua família e religião, além de estar sempre disposto a responder quaisquer dúvidas.

Confira esta entrevista com ele, feita pelo ebaH, uma rede social voltada, exclusivamente, para o campo acadêmico, que tem como principal objetivo o compartilhamento de informações e arquivos entre estudantes e professores universitários.:

ebaH! – Dos nove concursos que passou, todos eles com ótima colocação, cinco deles ficou em 1° lugar. O senhor sempre foi disciplinado e estudioso?
William Douglas - Não, eu sempre fui curioso e interessado apenas em algumas matérias, como História e Geografia. Outras matérias me causavam repulsa ou me eram indiferentes. Para passar eu precisei desenvolver a disciplina para estudar o que caía nas provas.

ebaH! – Como surgiu a ideia de escrever o seu primeiro livro “Como passar em Provas e Concursos”?
William Douglas – Após minhas aprovações em 1º lugar, as pessoas começaram a me perguntar qual era o segredo, o “caminho das pedras” e etc. A Bíblia diz que “aquele que sabe fazer o bem e não faz comete pecado”. Assim, por dever religioso, para ganhar tempo e para ajudar os amigos, resolvi colocar tudo o que aprendi no papel.
ebaH! – O livro “Leitura Dinâmica”, de sua autoria, junto com o prof. Ricardo Soares, ensina técnicas de memorização. Poderia ensinar uma delas para o público do ebaH!?
William Douglas – Sim, mas vou fazer melhor ainda, vou pedir ao amigo Ricardo Soares que envie algumas dicas. O que acha? (Confira as dicas do professor no final da entrevista.)
ebaH! – Entre as suas obras, encontram-se livros ligados à religião evangélica, do segmento Batista. O doutor é seguidor da mesma? Acredita que a religião, dentro da vida de uma pessoa, possa ajudá-la na hora dos estudos?
William Douglas – Eu sou batista, sim, mas os livros de espiritualidade eu escrevo de uma forma aberta, de modo a não adentrar nas discussões teológicas entre as vertentes do cristianismo. Eu foco no que é comum a todos os que acreditam em Deus e querem se relacionar melhor com Ele, e/ou servi-Lo. Na minha experiência pessoal, a religião ajudou, Deus ajudou, e muito. Não é uma ajuda indispensável, mas creio que vale muito para quem quiser tê-la.
ebaH! – Em uma outra entrevista, o senhor afirmou que “concurso não é para quem pode, é para quem quer”. Então, mesmo aquela pessoa que não possui condições de pagar um cursinho teria as mesmas chances daquela que cursou? Por quê?
William Douglas – Com certeza todos podem passar. Recentemente um morador de rua passou em um! As chances não são as mesmas, infelizmente. Alguns têm mais chances que outros. Contudo, todos têm chance, embora possa variar de tamanho. Quem realmente quiser passar, encontrará um caminho. A experiência revela que quem quer arruma um, quem não quer arruma uma desculpa. Há bolsas, cursos gratuitos, ONG’s… a própria internet. Enfim, há por onde buscar ajuda mesmo tendo pouco dinheiro.
ebaH! – Como uma pessoa “aprende a estudar”?
William Douglas – Lendo meu livro. Não é o único caminho, mas asseguro que é o mais bem explicado e resumido. Pode parecer arrogância, mas não é. Passei 30 anos preparando o material, aprendendo, e estou há mais 10 anos aperfeiçoando-o.
ebaH! – Qual é a rotina de um Juiz Federal?
William Douglas – Dura, estressante, mas alguém tem que fazer esse serviço (risos). Por um lado, temos poder, garantias, boa remuneração, status. Por outro, uma enorme quantidade de trabalho, muita pressão e o ataque constante de todos, a começar pelo próprio Governo (Executivo e Legislativo), quando não vem do próprio escalão superior do Judiciário. Com esforço e dedicação, e com uma boa equipe, contudo, é possível fazer um bom trabalho. A 4ª Vara Federal de Niterói, onde sou titular, é premiada por produtividade e está listada como Vara padrão no Planejamento Estratégico do Conselho Nacional do Judiciário. É uma honra para mim e posso dizer que só conseguimos isso porque temos uma equipe de funcionários públicos motivados, comprometidos e que amam o que fazem.
ebaH!- E como é a rotina de Willian Douglas fora do trabalho?
William Douglas – Muito louca e agitada. Tenho esposa e 3 filhos, pai, irmã, irmão… e procuro dar atenção a todos. Vou à Igreja, sou militante do movimento negro (na Educafro), viajo muito fazendo palestras… caminho 3 vezes por semana (o WDSPTS, meu programa de treinamento físico, está disponível no meu site), acompanho meu informativo gratuito, escrevo colunas em vários jornais… Além disso, cuido dos meus livros, algo em torno de 33 publicados, uns 12 no mercado e mais uns 4 em preparação. Vou à Editora Impetus, onde sou integrante do Conselho Editorial, e noutras editoras também, onde sou consultor. Enfim, é bastante coisa, mas amo muito tudo isso (parece a propaganda do McDonald’s, não?)
ebaH! – Qual o seu ponto de vista sobre os diversos escândalos que assolam o Poder Judiciário?
William Douglas – Onde houver ser humano ocorrerão fraudes e escândalos, mas somente nós mesmos, os seres humanos, podemos fazer isso aqui funcionar.

Técnicas de Memorização – Prof. Ricardo Soares:

1) Use sua memória ao máximo. Memorizando, estamos exercitando e fortalecendo a memória. Existem pessoas que acreditam que a sua plena utilização causa uma “sobrecarga” e que a memória deixa de responder. Engano! Ela deixa de responder quando fica “enferrujada e emperrada” por falta de uso;

2) Procure formar imagens mentais daquilo que se quer reter. A memória visual é a que mais estimulamos em nosso cotidiano, portanto visualize aquilo que quer memorizar;

3) Associe ideias. O cérebro registra, e evoca mais facilmente, ideias que estão associadas a outras;

4) Usar simultaneamente as dicas dois e três criando “associações visuais”. Abuse de sua imaginação produzindo associações criativas e bizarras. É o que chama a atenção que fica marcado na memória. O que é “normal e corriqueiro” é mais facilmente esquecido!

Um comentário:

Eldan de Lima Nato disse...

Excelente post Dr. Olinto!
Abraço.